"A bola dá volta"

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sábado, 30 de abril de 2011

ENTREVISTA (1ª parte) 29.04.11

Primeira parte da entrevista dada pelo Michel Huff ao Bruno Camarão do site www.universidadedofutebol.com.br

Kharkiv é considerada por muitos habitantes locais como a cidade mais desportiva da Ucrânia. Ela já produziu vários grandes atletas, como Aleksey Barkalov (pólo aquático), Rustam Sharipov (ginástica artística), Lyudmila Dzigalova (atletismo), Yuri Poyarkov (voleibol), além do “Peixe de Ouro” Yana Klochkova, nadadora que ganhou quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney e de Atenas. E conta também com um representante no futebol.
O FC Metalist é o clube mais popular da segunda maior cidade ucraniana. Vencedor da Taça da URSS, em 1988, a agremiação realizou campanhas bem sucedidas em competições posteriores, como ter chegado às oitavas de final da Copa da Uefa de 2009, naquela que foi a sua melhor campanha em competições européias. À ocasião, foi eliminado pelo tradicional Dínamo de Kiev.
Tal campanha certamente esteve condicionada ao processo de desenvolvimento interno. Após uma crise financeira, o Metalist foi adquirido pelo UkrSibbank e recebeu o patrocínio da DCH (empresa de Oleksandr Iaroslavskyi). Os investimentos constantes em estrutura e profissionais qualificados representaram êxito técnico. Inserido nessa realidade desde a temporada passada está Michel Huff.
“Aqui no FC Metalist, encontrei uma estrutura física de dar inveja a muitos clubes brasileiros. O centro de treinamento do clube é de alto nível, novo e foi feito há pouco tempo com tudo que se possa imaginar: campos de grama natural com iluminação – quatro ao todo –, um campo de grama sintética, quadra de areia, academia, ambiente de recuperação (piscina, sala de massagem, sauna seca, sauna a vapor, sauna fria), refeitório, tanto para o profissional, quanto para as divisões menores, hotel para a base e para o grupo principal, possuindo sala de internet, calefação geral, TV, sala de jogos, sala de palestra, departamentos médico e fisiológico, vestiários e segurança 24h por dia”, revelou o preparador físico brasileiro, radicado no país do Leste Europeu após convite de um amigo – o ex-jogador Jader Brazeiro.
Huff é professor de Educação Física, formado no IPA-IMEC/RS, com pós-graduação em Técnico Desportista em Futebol e Futsal, pela PUC/RS. Acumulou passagem pelas categorias de base de Grêmio e Internacional, além de departamentos principais de diversas representações do Rio Grande do Sul.
Na Ucrânia, ele percebeu de prontidão as diferenças relacionadas ao treinamento esportivo. Huff revela que não há atividades físicas propriamente ditas – todo o processo é criado a partir da estrutura contextual do sistema de jogo, mesmo que não haja um modelo de jogo da equipe determinado.
“Trabalham-se com poucos feedbacks de princípios do modelo de jogo, mas muita exigência de posicionamento tático. Em relação às avaliações físicas, valoriza-se muito pouco esse aspecto: não existe a preocupação com dados físicos, e os antropométricos são entendidos de uma forma secundária, como acessórios pouco usuais”, explicou.
No FC Metalist, que luta para conquistar uma vaga para as competições européias do ano que vem, o corpo técnico de campo é constituído de um treinador principal e mais cinco adjuntos – Huff é um deles.
“As minhas atribuições são no aquecimento do treino, no desenvolvimento de alguns trabalhos para melhora de performance desportiva (força ,coordenação, rapidez, etc.), sempre combinado com bola, e no aquecimento de jogo, preparando o grupo para o evento”, relatou.
O brasileiro, além da companhia de outros compatriotas, como o lateral-esquerdo Fininho, o meia Cleiton Xavier e o atacante Taison, convive com atletas das mais diversas nacionalidades. Idioma flexível, diferenças metodológicas e climáticas bem absorvidas e gestão humana eficiente foram os fatores primordiais para que Huff conquistasse a confiança de todos no clube e se firmasse como um vanguardista brasileiro na Ucrânia, em se tratando do ambiente técnico-científico do futebol
Nesta entrevista à Universidade do Futebol, ele falou mais ainda sobre o trabalho individual com atletas que retornam de lesão, a sua relação “distante” com o head coach e por que são encontradas dificuldades para se ensinar a técnica por meio da ação tática.

Universidade do Futebol – Michel, em primeiro lugar, fale um pouco sobre sua formação acadêmica, bem como seu ingresso e a trajetória no futebol profissional.

Michel Huff – Sou formado pelo IPA-MEC/RS, com Licenciatura em Educação Física (1998), com especialização em “Técnico desportista em futebol e futsal”, pela PUC-RS (2003).
Iniciei minhas experiências no futebol profissional em 2000, no já extinto Canoas Futebol Clube, como assistente do preparador físico Nestor, meu amigo.
Já trabalhava em categorias de base desde 1995, quando ingressei na faculdade, e minha função no Canoas era preparador físico do juvenil e assistente físico do profissional.

Universidade do Futebol – Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Ucrânia? Já era algo planejado, ou apareceu realmente como outra possibilidade qualquer?

Michel Huff – Já tive outras possibilidades de ir para o exterior, era um objetivo meu e estava me preparando para sair do Brasil, mas não era o momento oportuno.
Mantinha uma parceria com o técnico Beto Almeida desde 2005, mas como saímos do E.C. Juventude precocemente, eu fiquei sujeito a convites. Recebi um para trabalhar no F.C. Metalist por intermédio do meu amigo e ex-jogador de futebol Jader Brazeiro, que foi meu atleta em 2004 no São José de Cachoeira do Sul/RS, time que na época estava na Série A do Gauchão.
Ele atua aqui no Metalist como olheiro e tradutor, pois já jogou no clube. Foi solicitado um preparador físico que fosse atualizado e ele, conhecendo meu trabalho, prontamente me convidou e eu aceitei.

Universidade do Futebol – A sua adaptação ao idioma local aconteceu com facilidade?

Michel Huff – Na Ucrânia se fala o russo. Estava tranquilo em relação ao idioma, pois o meu amigo Jader é o tradutor, mas ele não pôde me auxiliar na minha chegada – estava no Peru observando jogadores no Sul-Americano sub-17 de seleções.
Então, tive que me adaptar sozinho e com a ajuda do Edmar, jogador brasileiro que está aqui há sete anos e fala russo fluentemente, e da amizade dos outros brasileiros, também (Fininho, Cleiton Xavier e Taison).
Mas tive que me esforçar, estudar um pouco a língua, pegar palavras-chaves do treinamento, escrever e ler ao mesmo tempo, escutar traduções, participar de palestras e tentar descobrir as palavras.
Dessa forma, hoje já consigo falar um pouco das expressões necessárias nas minhas participações no momento em que estou no campo.

ACOMPANHE  NO BLOG NA PRÓXIMA SEMANA A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA...

domingo, 24 de abril de 2011

DIÁRO DA PREPARAÇÃO 23.04.11


Foi o verdadeiro clássico de duas equipes fortes da Ucrânia, o Shakthar com uma equipe recheada de brasileiros e sendo mandante da partida, era considerada a favorita na partida. Mas nós, mesmo com desfalques importantes, como o argentino Cristian Villagra e o brasileiro Fininho, estávamos concentrados e focados no jogo, pois com um resultado positivo poderíamos chegar na segunda colocação no campeonato ucraniano. O público também era de clássico, com um estádio fabuloso, do nível dos grandes estádios da Europa, construído para a Eurocopa 2012, sentía-se que o jogo seria digno do relato do inicio do post.
Fizemos um jogo equilibrado desde o inicio e, até em certos momentos da partida, sendo mais efetivo que a equipe local, mas sentimos os desfalques e no fim do primeiro tempo estávamos perdendo o jogo por 1 gol de diferença, anotado por Alex Teixeira, jogador brasileiro de grande qualidade e personalidade.
No intervalo do jogo tive uma brve conversa com Douglas Costa, relembrando os tempos de Grêmio, quando era treinado pelos meus amigos James Freitas e Luciano Ilha, treinador e preparador fisico, respectivamente.

Voltamos melhor e já no meio do segundo tempo empatamos o jogo com Marko Devic, depois de linda jogada de Taison. Quando partíamos pro final da partida com um empate, tomamos outro gol depois de jogada dos brasileiros do Shakthar. Só que desta vez não tinha mais tempo e acabamos perdendo uma invencibilidade de 6 jogos na Premiere League Ukraine.
Agora temos que treinar forte, deixar a cabeça esfriar e manter a vaga para a Liga Europa UEFA para próxima temporada.

domingo, 17 de abril de 2011

DIÁRIO DA PREPARAÇÃO 16.04.11


Após uma semana de treinamentos de qualidade, fomos ao jogo desse sábado com intuito de buscar a terceira vitoria seguida na Premiere League Ukraine.Tivemos como adversário o do Arsenal de Kiev, clube da capital da Ucrânia, participante do bloco intermediário do campeonato nacional, mas que para nós do Metalist era um adversário a ser batido. No aquecimento do jogo, já percebia-se entre os jogadores a intenção de tentar pressionar o Arsenal desde o inicio da partidam para que o gol e a vantagem saísse sem demora, pois os últimos jogos estávamos fazendo gols sempre no segundo tempo. Muitas vezes saindo atrás no placar, o que nos causava um desgaste físico e mental elevadíssimo. Quando se tem a vantagem logo no inicio da partida, podemos administrar o  desempenhofazendo com que o adversário tenha que se expor, nos oferecendo espaços para nossos contra-ataques. Essa atmosfera de positividade foi vista dentro de campo, entramos no jogo pressionando e sufocando o adversário, fazendo com que o jogo ocorresse no meio campo. Essa superioridade foi convertida em gols, onde o nosso meia atacante Denys Oliinyk converteu duas vezes, em jogadas originadas pelos brasileiros Cleiton Xavier e Taison, respectivamente. Na metade do primeiro tempo já estávamos com o objetivo de inicio de jogo concretizado, pressão e vantagem no placar, fazendo o que nosso Head Coach, Myron Markevych, comenta em todos jogos em casa: "Somos a equipe local".

Na volta pro segundo tempo, tivemos duas baixas, Taison e Romanchuck, isso ocasionou uma desorganização na equipe, fazendo com que o Arsenal descontasse no placar, mas nossa equipe se reencontrou no jogo e voltou a dominar o adversário com possibilidades de ampliar. Com esse resultado temos uma semana confiante para enfrentar o clássico do próximo sábado contra o Shakthar em Donetsk, com essa vitória ficamos empatados em segundo lugar com o Dínamo de Kiev, hoje estaríamos com a vaga da Champions League da UEFA muito perto do Metalist, porém temos que aguardar o jogo de segunda-feira do Dínamo para termos a certeza que nosso objetivo na competição está sendo conquistado. É esperar pra ver!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIÁRIO DA PREPARAÇÃO 14.04.11


Como combinado na semana passada, hoje vou comentar um pouco sobre diferenças metodológicas no futebol, claro que é um assunto muito complexo e que na verdade existem tendências metodológicas no mundo todo e que são influências dentro do trabalho de comissões técnicas dos clubes de futebol.
Conhecemos duas grandes linhas metodológicas no futebol, a linha inovadora representada pela Periodização Tática e a linha de treinamento convencional baseada nos conceitos de Periodização de Matveev.

Acredito na metodologia inovadora, desenvolvendo toda a performance desportiva baseada no processo coletivo, trabalhando dentro do modelo de jogo com treinamentos contextualizados nos princípios que norteiam esse modelo, sustentada pelo desenvolvimento do cognitivo coletivo. Na minha forma de ver, supera a metodologia do treinamento integrado de origem sul-americana, moderna também, mas enraizada nas linhas do desporto individual e da metodologia convencional, baseada nas linhas de Matveev. Divididas em períodos e características bem sólidas, onde o atleta deve, primeiramente, ganhar para depois manter, e no final do macrociclo, perder. Onde a principal meta é desenvolver o perfil físico do atleta, com uma visão reducionista do processo, separando o aspecto físico, técnico, tático e psicológico do atleta.



No F.C. Metalist se segue a linha da metodologia inovadora, onde o treinamento é muito mais pro jogador ser o pensante dentro do contexto da equipe. O processo é feito todo em cima da estrutura contextual do sistema de jogo, mas não se tem definido o modelo de jogo da equipe. Trabalha-se com poucos feedbacks de princípios do modelo de jogo, mas muita exigência de posicionamento tático. Em relação às avaliações físicas, valoriza-se muito pouco esse aspecto, não existe a preocupação com dados físicos e antropométricos, utiliza-se numa forma secundária como acessório pouco usual, do que na metodologia convencional onde o jogador passa a ser unicamente o executante, tendo que cumprir tempos, metragens, parâmetros de performance e mensurações, que acabam mais ocupando o tempo dos profissionais do que propriamente resultando em performance desportiva ótima.

Mas quero deixar claro que essa é minha visão de treinamento e respeito os profissionais que acreditam na forma convencional de trabalhar e admiro muitos deles por suas conquistas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DIÁRIO DA PREPARAÇÃO 11.04.11

Kiev

Numa das andanças minhas aqui na Ucrânia, tive a oportunidade de conhecer a capital do país, Kiev. Mas não fui a lazer! Na minha vinda pra Europa tive que fazer um passaporte de urgência ocasionando negativa pro visto de trabalho, então o Metalist me pediu para ir até a Embaixada do Brasil, que fica localizada num bairro antigo da cidade de Kiev, para confeccionar o passaporte com validade de 5 anos, esse passaporte me daria o direito de fazer meu visto de trabalho, documento que ja está sendo providenciado aqui pelo pessoal do Metalist.

Para ir até a capital da Ucrânia, utilizei o transporte aéreo, viagem rápida de aproximadamente 40 minutos, já que Kharkiv fica a quase 500km de Kiev. Chegando na capital, fui direto à embaixada, lá encontrei um brasileiro chamado Paulo que está trabalhando como vice-cônsul da embaixada, um cara gente boa, gaúcho, mas que saiu cedo de Porto Alegre para viver aí pelo mundo, já morou em vários lugares, inclusive no Japão. Ele me deu todas as coordenadas para fazer o documento e me elogiou, pois levei a ele todos os documentos necessários para o passaporte, coisa rara de acontecer (sempre acontece o esquecimento de algum documento prorrogando para outra data o passaporte).
Por incrível que pareça, consegui o passaporte em 1hora e meia, processo rápido e sem"burrocracia"que assistimos no Brasil o tempo todo. Quando peguei o passaporte, presentiei o Paulo com um calção do Metalist e fui conhecer um pouco da cidade. Iniciei a tour no bairro de Podol, onde podemos encontrar bares, cafeterias e também, logo a quatro quadras, ao sul da avenida principal do bairro, o rio Dnieper. Lindo e muito bem cuidado, com águas calmas e limpas.

Rio Dnieper

Logo depois, me mandei com o meu motorista, que por sinal, foi muito bem pago para transportar-me até o monumento da cidade, o National Museum of the History of the Great Pratriotic War, uma praça que mostra o cenário do passado da cidade, das guerras e paixões do povo local e do próprio País. Lá encontrei o monumento da Pátria, gigante, que parecia a Estátua da Liberdade dos EUA ou o Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Tirei várias fotos com o meu fotográfo (e motorista), para contar um pouco dessa história do povo ucraniano. Mas o tempo passava e tinha uma surpresa para o final, minha volta seria de trem. Então fomos para a estação ferroviaria de Kiev. No caminho, conheci um pouco mais da cidade, com vários edifícios enormes com painéis de publicidade, de várias marcas famosas, numa cidade capitalista e que está emergindo...só poderíamos ver essa paisagem, a característica do progresso. Continuamos indo devagar e observando, eu e o motorista, fotografo e guia também. Fomos até o local onde faria uma viagem de 6 horas até Kharkiv. Chegando na estação ferroviária, encontrei um formigueiro de pessoas, de todos os tipos e numa mistura de pressa e lentidão ao mesmo tempo. Os que iriam e os que chegavam, combinado com os que tinham que esperar o trem comigo. Fiquei na estação aproximadamente 4hs, mas aproveitei, fui no Mc Donalds e devo ter feito uns 5 kms de caminhada nas lojas e locais de visitação da estação. Bem, chegou minha hora, já estava dentro do trem e agora era curtir a viagem e descansar, depois dessa aventura, que tive a oportunidade de fazer na cidade de Kiev.



Estação ferroviária
Agradeço ao Paulo, ao Edmar (jogador brasileiro naturalizado ucraniano, que me ajudou muito nessa viagem) e, e' claro, ao meu motora Anatori.
Quinta-feira tem mais postagem, para falar de metodologias do treinamento, mas esse é papo sério e ao mesmo tempo, interessantíssimo!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DIÁRIO DA PREPARAÇÃO 08.04.11

Zorya 0x2 Metalist
Uma vitória para mostrar a força do Metalist! Saímos de Kharkiv na quinta-feira, num voo para Donetsk, ficamos hospedados num dos melhores hotéis da cidade, Donbass Palace Hotel, se não for cinco estrelas é no mínimo quatro estrelas. O ônibus do Metalist esperando nosso time na porta do aeroporto e fazendo o translado para o hotel. Escolta policial no dia do jogo. Só poderia dar no que deu, vitória por 2x0 com soberania no placar. Poderíamos ter feito muito mais, se não fosse as chances desperdiçadas no decorrer da partida. Mas não adianta, time quando nasce pra ser grande não tem jeito, fomos batendo na tecla até marcar. Depois das alterações no segundo tempo que surtiram efeito, tivemos varias oportunidades de abrir o placar, aliás numa dessas chances Marko Devic recebeu assistência de Cleiton Xavier depois de passe de Taison, marcou abrindo o caminho da vitória para o nosso time. Ampliamos o placar com Cristian Villar, o homem forte da linha de defesa que com soberania chegou à frente e ampliou o placar com força e raça castelhana dos hermanos argentinos. Logo após o segundo gol foi só alegria com o nosso time, apenas administrando o placar e ainda tendo tempo pra mais chances desperdiçadas no final do jogo.

Após a partida voltamos pra o aeroporto, em um ambiente de descontração e alegria, voltamos pra Kharkiv numa atmosfera onde podemos concretizar o crescimento da nossa equipe, ainda teremos mais uma semana de trabalho com confiança para o próximo jogo em casa, que será de suma importância pra reta final da competição. Sabádo e domingo assistiremos de camarote o jogo do Dnipro, quarto colocado com 7 pontos atrás e do Dinamo de Kiev, 2 pontos na nossa frente, em segundo lugar!Tudo pode ficar diferente com duas vitórias seguidas...é esperar para ver.

Donbass Palace Hotel

segunda-feira, 4 de abril de 2011

DIÁRIO DA PREPARAÇÃO 03.04.11

O vento começou a soprar pro lado do Metalist! Esta frase sintetiza meu comentário sobre o jogo que vencemos por 3x0. Enfrentando  um adversário fragilizado, posicionado em último lugar na tabela de classificação e com problemas extracampo. Obtivemos a vitória e ficamos todos com o sentimento de alívio e de dever cumprido. O jogo foi à noite, horário alternativo aqui na Ucrânia sendo televisionado para  todo o país, com um clima agradável para se jogar futebol. Isto nos estimulou a iniciar o jogo pressionando o adversário. Sabíamos que seria um jogo de posse de bola ofensiva e contra-ataques do adversário em momentos esporádicos, mas perigosos. Essa leitura do jogo concretizou-se e o primeiro tempo foi de um lado só do campo, mas nossas ações ofensivas eram sem efetividade, com poucas finalizações na baliza e muitos erros de passe.

Sabíamos que era um jogo de paciência, mas na verdade foi de surpresas, logo aos 3 minutos do segundo tempo abrimos o placar com boa jogada coletiva, terminada com um belo gol de Taison depois da assistência milimétrica de Cleiton Xavier. Depois de ter voltado pro segundo tempo com a entrada do volante brasileiro Edmar, o time começou a ficar mais flexível e movediço, com rapidez na saída de bola. Com essa mudança de postura conseguimos fazer o segundo gol em bela jogada de Marko Devic e finalização "a La Damião" de Taison, quando achávamos que o jogo se encerraria no 2x0, ainda tivemos tempo de conferir um lindo gol de fora da área de Oleg Shelayev, decretando a vitória de uma equipe que está se ajustando dentro e fora do campo, mas uma vitória que faz tudo ficar facilitado para crescermos na reta final da Premier League Ukraine. Enfim, teremos uma semana para nos prepararmos pra mais um jogo (08/04), este fora de casa contra Zorya Lugansk, onde buscaremos mais uma vitória para encostar de vez no Dínamo de Kiev.