"A bola dá volta"

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Meu ponto de vista sobre a Copa América

Teve início mais uma Copa América. Disputada no Chile, a competição que conta com a presença de todas as grandes seleções do continente sul-americano somadas a Jamaica e México. 

A grande favorita é a Argentina, que foi vice-campeã mundial no Brasil e que conta com o melhor elenco da competição. O selecionado chileno também tem grandes possibilidades de conquista do título, pois é o país-sede e tem uma sequência de trabalho de muitos anos com Jorge Sampaoli. Temos também a presença de países com muita tradição como Brasil, Uruguai e Colômbia. Correndo por fora estão México, Paraguai e Equador. Bolívia, Peru, Jamaica e Venezuela lutam para surpreender.

Minha postagem tem como objetivo relatar sobre a performance das equipes. Um aspecto que é considerado decisivo para esse tipo de competição que ocorre em menos de um mês. A discussão e a avaliação desse quesito está acerca do desempenho físico e cognitivo dos jogadores de uma forma individual, mas que deveria ser avaliado também de uma forma coletiva. O caracter técnico e tático deveriam ser analisados associadamente com o desempenho físico.

A competição continental exemplifica o problema do calendário mundial. Deste modo, observamos  uma peculiaridade na formação dos elencos, porque mescla jogadores que estão em meio à temporada com jogadores que estão em fim de temporada. O México, por sua vez, está com muitos desfalques devido à participação na Copa Ouro, organizada pela CONCACAF.

Acredito que as seleções que tiveram mais sequência com o mesmo treinador e, consequentemente, mais entendimento do modelo de jogo chegam com muita força na competição. Chile e Colômbia mostraram na Copa do Mundo uma performance coletiva muito boa com Sampaoli e Jose Pekerman. Isso pode fazer a diferença, pois o desgaste físico e cognitivo será menor por terem um conceito de jogo já estabelecido. Brasil e Argentina, por exemplo, acredito que terão uma maior dificuldade em termos de desempenho por iniciarem um novo projeto e uma novo conceito de jogo com Dunga e Tata Martino, respectivamente.

Sabemos também que isso depende muito da ideia do treinador. A metodologia de treinamento pode ser o divisor de águas para o diferencial físico. Temos um duelo entre modelo de jogo x preparação física como carro-chefe metodológico.

Será uma competição de bom nível no meu ponto de vista. São grandes nomes do futebol reunidos em solo chileno. Diferentemente da Copa do Mundo no Brasil, quando tivemos muitos desfalques por lesões de final de temporada. Jogadores importantes ficaram de fora da competição ou com o desempenho comprometido. Ao contrário da Copa América que, a meu ver, tem um grande desfalque: o atacante uruguaio Luis Suárez. E não é problema físico, e sim por disciplina.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Novo aprendizado no futebol em viagem pela Região Sul do Brasil


Dando continuidade ao intercâmbio de ideias no Brasil, tive a oportunidade de visitar os principais clubes da região Sul do Brasil. Conheci a estrutura dos clubes e os novos projetos que já estão em plena execução no futebol profissional, mas principalmente nas categorias de base. Além disso, conversei com importantes profissionais do futebol brasileiro, tanto na área de gestão, como, também, na área de execução de metodologia.


Atualmente, os clubes estão buscando a modernização não só na estrutura, como também na metodologia empregada nas categorias de base. Deste modo, vão desenvolvendo o trabalho em busca de um objetivo na maioria das vezes como clube formador de jogadores. Explorando esse conceito através da contextualização cultural e das características de identidade do clube formando o seu próprio DNA. Obviamente que alguns clubes já estão com o objeto conceitual bem definido e alicerçado pela política de futebol - tanto na categoria de base como no profissional -, fazendo com que todas as áreas estejam transrelacionadas e com os profissionais inseridos num processo de desenvolvimento das ideias de uma forma horizontalizada e num mesmo propósito.



Alguns clubes se destacam pela forma como conduzem a sua gestão. A modernização dos departamentos de profissionais identificados com o conceito de futebol do clube, a busca incessante em tecnologia contextualizada e o investimento em estrutura dos centros de treinamentos através dos projetos de captação de recursos do governo federal são aspectos relevantes e que diferem de clubes que ainda estão ultrapassados nessa execução profissional.


O intercâmbio de ideias se concretizou com os diálogos realizados com os profissionais que atuam nesses clubes onde eu pude propagar minhas ideias, conceitos metodológicos e vivências de cinco temporadas no FC Metalist, que participa do campeonatos organizados pela UEFA. Por outra via, pude absorver muitas informações e interagir com os conceitos de futebol que atualmente está sendo inserido na maioria dos clubes do Brasil.
Acredito que a restruturação do futebol brasileiro está no caminho certo. Isso levará tempo, assim como em todas as mudanças. Nosso futebol vivenciou isso nas últimas décadas. Desde o futebol romântico para o futebol da educação física do exército. Passando pela escola do futebol arte, representado pela seleção de 82, até o desenvolvimento do treinamento integrado e suas comissões interdisciplinares no fim do século passado, o que perdura 
até hoje.







Idealizei essa postagem para também agradecer
aos profissionais que tive o prazer em interagir. 
Obrigado a todos!


Luiz Paulo Chignall - agente de futebol (companheiro de viagem e gestor da minha carreira)
Fábio Caponi - assistente técnico sub-20 | Criciúma EC
Emerson Heitor de Almeida - Gerente das categorias de base | Criciúma EC
Altair - assistente técnico | Criciúma EC
Cláudio Gomes - Diretor | Criciúma EC
Diogo Fernandes - Coordenador geral das categorias de base | Avaí FC
Pedro Smania - Coordenador de futebol de base | Figueirense FC
Cleber Gigilio - Superintendente de esportes | Figueirense FC
Tiago Cetolin - Fisiologista | Figueirense FC
César Sampaio - Superintendente de futebol | Joinville EC
Claudiomiro - Assistente técnico do profissional | Joinville EC
Alexandre Souza - Preparador físico | Joinville EC
Léo Franco - Gerente da base | Joinville EC
Márcio Goiano - Assistente | Coritiba FC
João Paulo Medina - CEO | Coritiba FC
Rogério Maia - Treinador de goleiros | Coritiba FC
Marcelo Serrano - Assistente técnico | Coritiba FC
William Thomas - Gestor do futebol | Clube Atlético Paranaense
Gustavo Fragoso - Coordenador técnico das categorias de base | Clube Atlético Paranaense
Bruno Pivetti - Treinador do sub-19 | Clube Atlético Paranaense
André Fornaziero - Fisiologista | Clube Atlético Paranaense
Tadashi Hara - Profissional responsável pelo treinamento funcional | Clube Atlético Paranaense
Luis Felipe Carignano - Profissional do setor de análise de desempenho | Clube Atleitico Paranaense
Sergio Vieira - Responsável pelo projeto Coaching | Clube Atlético Paranaense
Leandro Silva - Assistente técnico | Paraná Clube
Eduardo Fernandes - Jornalista | Rádio Guarujá/SC
Rómulo Balbinotti - Repórter | TV Record/SC
Vaná - Goleiro | Coritiba FC
Revson - Jogador | Avaí FC
Daniel Huff - Profissional especialista em Gestão e marketing no futebol/SC









sábado, 18 de abril de 2015

Intercâmbio de ideias

Neste mês de abril tive o prazer de participar de um encontro em Porto Alegre com dois grandes profissionais que atuam no futebol brasileiro e que possuem experiências internacionais. O primeiro trata-se do professor Ph.D. Élio Carraveta, que é o atual coordenador da preparação física do Internacional, com muitos anos prestados ao clube gaúcho. É um profundo conhecedor de futebol, com vários livros produzidos sobre o esporte. O segundo é um profissional com mestrado na Espanha , gabaritado e atualizado com experiências em vários clubes do Brasil e também no exterior. Felipe Celia, que foi um dos responsáveis pelo crescimento estrutural e ideológico do Guarani do Paraguai, que at
Trabalho na Ucrânia. Foto: Site oficial Metalist
ualmente é uma das sensações da Copa Libertadores da América de 2015.

O encontro foi informal, mas a pauta riquíssima em pensamentos e concepções futebolísticas que foram livremente discutidas, onde cada um pode expor um pouco daquilo que possui como experiência profissional, tanto na prática, como na teoria. Assuntos como diferenças metodológicas entre Europa e Brasil, tendências do treinamento do futebol e também a atuação do profissional da preparação física dentro da comissão técnica foram prioridades no bate-papo.

A diferença metodológica entre a Europa e Brasil sempre foi discutida, pois são escolas distintas em termos de embasamento teórico. Na Europa, o treinamento é norteado pelo desporto coletivo através do futebol estruturado pela ideia do coletivo. Ao contrário do Velho Mundo, o Brasil desenvolve na maioria dos clubes a concepção do treinamento alicerçado em especificidade e individualidade onde a preparação física é o "carro-chefe" do desenvolvimento do trabalho .

Atualmente estamos em profunda discussão sobre o momento presente do futebol brasileiro. A atualização dos profissionais em todas as áreas é uma questão inevitável para que possamos evoluir e conquistar melhores resultados. Nem tudo que é feito aqui no Brasil está errado, mas necessitamos a troca de ideias e aproveitarmos aquilo que a metodologia europeia poderá nos enriquecer. Temos que desenvolver a nova escola de treinamento do futebol brasileiro. Para que isso aconteça é fundamental a participação do profissional da preparação física, pois ele tem uma atuação importantíssima dentro da comissão técnica interdisciplinar fazendo com que o desenvolvimento do trabalho seja facilitado ao treinador. Este necessita de jogadores equilibrados fisicamente e optimizados cognitivamente para que tenhamos  o desenvolvimento do modelo de jogo facilitado no processo de treinamento.

O treinamento do futebol brasileiro precisa estar contextualizado, porque atualmente não podemos perder tempo com aspectos que não são diretamente ligados ao rendimento das equipes. Todavia, para que isso ocorra, precisamos de atualização em todas as áreas do futebol, não só nos profissionais que executam a metodologia de treinamento, mas também nos gestores de clubes ,federações e na própria CBF.

terça-feira, 17 de março de 2015

A diferença de tratamento para a DATA FIFA na Europa e na América

Estamos muito perto de mais uma ‘DATA FIFA’. Neste período, o calendário mundial é influenciado principalmente pelas eliminatórias da Eurocopa 2016 e pelos amistosos internacionais das Seleções ao redor do mundo.

Aqui na Europa todas jogam. Isto faz com que os principais clubes cedam alguns dos seus jogadores, mas com uma questão diferente dos campeonatos organizados no Brasil e América do Sul, em geral. A UEFA paralisa todos os campeonatos fazendo com que os clubes não sejam prejudicados por cederem seus profissionais, o que afetaria principalmente os clubes de maiores investimentos em seus países e que possuem extensa lista de atletas convocáveis.

Durante treinamento na Ucrânia. Foto: Site oficial Metalist
Aqui no Metalist teremos um ucraniano cedido para a seleção nacional e o restante do grupo segue trabalhando em uma espécie de intertemporada. Serão treinamentos em dois períodos, aonde os jogadores chegam pela manhã ao CT. Após realizarem o trabalho, descansam e fazem a alimentação no hotel do clube. À tarde, o segundo treino encerra as atividades diárias.

Neste período são feitos trabalhos de prevenção a lesões, trabalhos no campo para evolução do modelo de jogo da equipe e trabalhos individuais de performance física buscando a melhora das virtudes e reduzindo as deficiências físicas dos atletas. Trabalho esse baseado nos dados colhidos na pré-temporada. Lá foram feitas avaliações de caráter preventivo como o FMS (Functional Movement System), avaliação antropométrica, avaliação fisiológica, avaliação médica e avaliação fisioterápica.

Também são realizados amistosos de controle, justamente para colocar em prática aquilo que é desenvolvido na primeira semana de treinamentos. Os últimos dias servem para corrigir os possíveis erros apresentados anteriormente.

A maioria dos clubes que participam do calendário da UEFA executa essa metodologia no período destacado. É algo que assegura que treinador e comissão técnica possam trabalhar e aproveitar o tempo para otimizar o desempenho do seu grupo para sequência do campeonato.

No Brasil a realidade é outra. Os clubes de ponta, além de perderem seus principais jogadores para as Seleções, ainda precisam atuar nos campeonatos que não paralisam na ‘DATA FIFA’. Deste modo, acontece a disparidade técnica nos campeonatos e colocam os treinadores das Seleções Sul-Americanas numa situação embaraçosa com os clubes que foram solicitados os jogadores.

Além de não paralisar os campeonatos, os clubes seguem com pouco tempo para treinar e, consequentemente, não podem realizar isso que é feito aqui na Europa. Esse é um problema que perdura mesmo com a reforma no calendário. Foi conquistado um mês de férias e um mês de pré-temporada. No entanto, ainda temos esse empecilho no momento das convocações das seleções que fazem parte da Conmebol.

Michel Huff

sábado, 29 de novembro de 2014

Capacitação Profissional

              Realizamos em kharkiv mais uma das consultorias do Grupo Concif oportunizando captação profissional ao Professor Rafael Faier ,Graduado na Universidade de Vigo -Espanha .
             Neste estágio de observação ele teve a oportunidade de conhecer o FC Metalist interagindo com a estrutura ,metodologia de treinamento e interatividade de conhecimento na área da saúde de uma equipe profissional .

Também realizou captação em conteúdos propostos pelo Concif ,tais como :
-Diferenças metodológicas do futebol ;
-Atuação do preparador físico permanente;
-Interdisciplinaridade nas áreas do futebol ;
-Estratégias de atuação entre a fisioterapia com a preparação física;
-Periodização através do modelo de jogo ;
- Tecnicas de reabilitação pôs cirúrgica e pôs traumática ;
- Fisioterapia com aparelhos;
- Treinamento preventivo atualizado ( treinamento em suspensão ,CORE, Estabilização,proprioceptivo e correções posturais );

           Com certeza oportunizamos mais um profissional a conhecer a rotina diaria de treinamentos de um clube na Europa fazendo com que esse profissional esteja atualizado em termos de vivências profissionais para conquistar seus objetivos na profissão .



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CONCIF - SOLUTIONS FOR MODERN FOOTBALL



Managers

• Optimize the cost - benefit relationship
• Direct costs
• Meticulous consultancy (structure, personal, logistics)
• Experience in the world market
• Coordination of the scientific areas

Coaches

• Trainer approach to the health area
• Knowledge and adaptation in the different forms of the coach work
• Performance analysis (individual and collective)
• Update and use of new technologies to reduce episodes of sports injuries
• Physical profile view (basic and professional categories)

Players

• Performance improvement  (health, physical evaluations, rehabilitation, prevention, performance)
• Individual training planning
• To get more money and more durable sports
• Largest and best participation in matches
• To know each one strenghts and limitations looking for professional training

Professionals in search of training

• Constant update
• Disclosure and knowledge of new trends in training
• Functional training re-adaptation
• Modernization of training methodologies
• Ideas discussion with scheduled visits by virtual format.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Preparador Físico Permanente



       
   Atualmente no futebol brasileiro os clubes tanto de ponta quanto considerados pequenos estão buscando atualização em todas as áreas desde a gestão até a metodologia de treinamento .Os clubes a cada ano sofrem alterações em suas políticas de futebol para que as ações equivocadas estejam em percentuais baixíssimos tanto no resultado dentro das competições como nos cofres dos clubes.

          Uma das estratégias para a busca do baixo percentual de equívocos é a contratação de um profissional para o desenvolvimento da preparação física da equipe profissional que pode se ampliar para a coordenação da preparação física do clube tanto no time principal como nas categorias de base criando uma linha de treinamento que esteja identificada com a identidade do clube criando rotinas e mecanismos de treinamento para que se ganhe qualidade no desempenho dos jogadores fazendo com que as equipes estejam em um bom nível de performance para a busca dos objetivos programados .
Porém ,acredito que essa estratégia dos clubes em manter permanentemente um profissional da preparação física em sua comissão técnica só terá resultado quando esse profissional tiver experiência ,conhecimento e habilitação  para interagir com todas as linhas metodológicas. Sabemos que hoje cada treinador tem a sua metodologia de trabalho embasada em diferentes linhas metodológicas sendo alguns treinadores mais convencionais outros mais modernos e uma minoria atualizadíssimos para o nível do futebol brasileiro .

Exemplificando , um preparador físico da linha convencional que não tem conhecimento em metodologias inovadoras provavelmente terá muita dificuldade de interagir com as ideias de um treinador que usa o modelo de jogo em suas rotinas diárias de treinamento onde o conhecimento técnico tático e cognitivo está presente em todas as atividades dentro do campo de treinamento . Essa divergência de ideias acarretará um conflito de concepções metodológicas fazendo com que a equipe tenha perda de qualidade e uma desarmonia dentro do contexto do grupo de trabalho .

Enfim , existem duas saídas para que isso não aconteça nas estruturas do clube primeiramente uma definição feito pelo gestor na política de contratação do técnico onde o principal critério seria afinidade das ideias do treinador com a ideia metodológica do clube onde o preparador físico está inserido ou a contratação do preparador físico permanente com o critério principal o conhecimento profundo das principais linhas metodológicas do futebol por esse profissional tanto na teoria como na pratica para que ele possa ajustar as concepções do clube na áreas da preparação física ao treinador que esteja inserido no clube e que possui a responsabilidade de desenvolver e interagir com todas as áreas para que o clube almeje seus objetivos.